19 de mar de 2010

Algumas coisas intrigantes

É simplesmente inadmissível chegar à universidade e encontrar policiais com fuzis em punho dentro do campus. É um absurdo não poder tomar um café na cantina porque vários seguranças têm ordens para não deixar que alunos se reunam nos pátios. É irreal ver professores proibindo alunos de sair das salas, com ordem de coordenadores de curso, para que não promovam nenhuma manifestação. Relato de uma universidade durante a Ditadura Militar (1964-1985)? O pior é que não.
As cenas acima ocorreram esta semana na Universidade do Oeste de Santa Catarina, UNOESC, na cidade de Xanxerê. Minha cidade, minha universidade.
Aconteceu tudo isso depois que dezenas de estudantes revoltados com a diminuição no número de bolsas de estudo distribuidas pela universidade diminuiu significativamente. As desculpas (esfarrapadas) dadas pela reitoria e pelo Serviço de Apoio ao Estudante alegam que a diminuição se deu pelo aumento do número de bolsas do ProUni que a universidade foi "obrigada" a distribuir. Oras, Santa Catarina distribui bolsas de estudos baseadas no Art. 170 da Constituição estadual, com verbas provenientes do Fundo Social Estadual (do qual destina-se 0,3% para bolsas de estudo para alunos de baixa renda). Assim, se o Artigo 170 é estadual e o ProUni federal, porque diminuir valor e quantidade de um fundo porque a universidade foi "obrigada" a aumentar o número de bolsa do projeto federal? Um pouco sem sentido, não?

Aguardamos explicações sobre as atitudes tomadas pela reitoria para intimidar os acadêmicos.

16 de mar de 2010

LOKI - impressões pessoais


Pois é, depois de muito tempo, eis-me aqui.

Já faz agum tempo, sim que assisti ao Loki, documentário biográfico de Arnaldo Baptista. E todas as vezes que assisti (no total de 5...) me emocionei profundamente. Tá certo que as duas primeiras vezes que assisti foram marcadas pela emoção do momento (afinal, estava no Festival Psicodália, a poucas horas do show d'Os Mutantes...)
Mas ao assistir ao filme em casa, percebi que realmente é emocionante mesmo perceber a tragetória de um dos maiores músicos deste país que, após a glória com os Mutantes e o casamento com Rita Lee, passa por grandes traumas como as seguidas internações em hospitais psiquiátricos e a tentativa de suicídio em uma delas.

Mas a maior impressão que o filme deixa é que, apesar de tantas pedras no caminho, Arnaldo conseguiu manter sua genialidade através das artes plásticas e das composições. As imagens dos shows do retorno d'Os Mutantes são fantásticas, mas é incrível ver a alegria daquele músico ao subir num palco, seja com seu irmão, Sérgio Dias, seja em participação no show da banda de Sean Lennon (sim, o filho Dele...).

Enfim, toda a película é fantástica, emocionante e deixa uma mensagem de superação implícita. A única coisa que faz falta é aquela que talvez foi a pessoa mais importante na vida do Arnaldo Baptista...